O Mano a Mano agora tem brunch.

A parte boa destas restrições todas do Covid-19 (sim existe pelo menos uma parte boa!), é que um dos meus restaurantes italianos favoritos da cidade, lançou o brunch, que é sem dúvida a minha refeição preferida – podia mesmo alimentar-me de brunch diariamente.

Para quem é novato nestas coisas, o brunch é uma mistura entre pequeno almoço e almoço, que normalmente nos junta à mesa durante tempos intermináveis a degustar boa comida.

Pois no Mano a Mano vão poder provar um verdadeiro brunch à italiana, disponível aos fins de semana (das 9h às 12h30) e nos fins de semana com feriado, de sábado até terça feira.

O menu de brunch

Agora preparem-se, porque vou começar por descrever o que incluem os brunchs do Mano a Mano (não me responsabilizo pelos efeitos colaterais de alguém se babar para o ecrã…):

  • O brunch da casa – Mano a Mano – inclui na padaria a focaccia caseira e um cornetto, que é um croissant típico italiano doce e folhado, mas muito leve e delicioso. Na charcutaria, o presunto de parma que se desfaz na boca, a mortadela de trufa, o queijo tomino (feito com leite de cabra) assado com compota de frutos vermelhos e a cipollina tradicional de Sicília, recheada de queijo e fiambre. Depois a salada caprese, de generosas rodelas de mozzarela e tomate e os ovos à pizzaiola – um ovo escalfado servido com tomate, que se mistura com um garfo ao chegar à mesa e acompanha-se diretamente molhando a focaccia no prato. Para finalizar nos doces, uma pizza servida com generosa nutella e pistácio
  • O brunch vegetariano – que agrada aos que têm mais restrições alimentares e não comem carne – inclui também na padaria a focaccia caseira e um cornetto. O queijo ricotta que foi para mim o ponto alto da refeição – extra cremoso (acho que nunca comi nada igual), acompanhado de doce de laranja com amêndoa picada, a cipollina de pesto e mozzarela, uma salada de tomate com cebola, queijo ralado e manjericão, uma frittatta – omelete feita no forno – com legumes e uma panacotta cremosa q.b., com compota de frutos vermelhos e uma granola bem estaladiça
  • Há ainda o brunch vigoroso, que é aconselhado só para os mais fortes e destemidos.

Nas bebidas, podem escolher uma bebida quente de cafeteria e uma bebida fria. A minha escolha recaiu no sumo natural do dia de laranja e morango, que estava bem fresco e finalizei a refeição com um expresso cheio.

O gráfico de uma foodie

Uma refeição é uma experiência sensorial com vários atos. Embora o paladar seja o principal sentido usado, não deve ser descurada a importânica do olfato e da visão na equação. Num segundo plano, podemos dizer também, que o tato e mesmo a audição, influenciam a experiência durante a refeição. Foi assim que nasceu “O gráfico de uma foodie”, uma forma de vos retratar com uma imagem, as sensações ao longo de toda a experiência gastronómica – porque um prato pode ser bom e estar extremamente bem confecionado e ainda assim não ser o mais indicado naquele momento da refeição.

Para mim o brunch perfeito, seria uma mistura dos dois primeiros – tenho de ver se meto uma cunha ao chef Giovanni Pellegrino da próxima vez que visitar o restaurante, a juntar aqueles que para mim são mesmo os imperdíveis – o cornetto, a ricotta com a compota, a cipollina tradicional, a panacotta e o presunto claro.

Já sabem que aqui não faltam desculpas para comer bem. Visitem o restaurante e digam que vão da minha parte.

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